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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Obama sanciona novo teto da dívida dos EUA






A Casa Branca anunciou que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sancionou na tarde desta terça-feira o novo teto da dívida do país aprovado na Câmara dos Representantes e no Senado, que deve evitar a moratória parcial. O acordo assinado por Obama prevê um corte de gastos na ordem de US$ 2,4 trilhões (R$ 3,7 trilhões) e uma elevação no teto da dívida na mesma proporção.

A Casa Branca tem um teto legal para a tomada de empréstimos para o pagamento das contas públicas, como o salário dos militares, os juros de dívidas prévias e o sistema de saúde. O limite anterior era de US$ 14,3 trilhões (R$ 22,3 trilhões). O acordo assinado pelo presidente permitirá que Tesouro empreste mais dinheiro para manter os compromissos, em troca de cortes de gastos governamentais de US$ 1 trilhão - valor que deve chegar a US$ 2,4 trilhões em dez anos.

O Senado americano aprovou o acordo nesta terça-feira, com 74 favoráveis e outros 26 votos contrários. O projeto de lei precisava de ao menos 60 votos favoráveis para ser aprovado. O acordo já havia sido aprovado na noite desta segunda-feira na Câmara dos Representantes - equivalente à Câmara dos Deputados - e atualmente controlada por membros do Partido Republicano (que faz oposição ao presidente Obama), com 269 votos favoráveis e 161 contrários.

Fonte: http://br.reuters.com/

Entenda o possível calote americano

Os quatro maiores credores de títulos públicos dos EUA são (em dólares): China – 1,152 trilhões; Japão – 906 bilhões; Reino Unido - 333 bilhões; Países exportadores de petróleo – 221 bilhões; Brasil – 207 bilhões; esses dados são de Abril deste ano. Isso significa que o Banco Central Brasileiro detém títulos do governo americano no valor de 207 bilhões. Se o governo americano não paga juros, os seus títulos são desvalorizados e todos esses países entram em prejuízo. Os títulos americanos são considerados de risco 0, por o país sempre ter honrado os seus credores. Por isso todos os governos do mundo aplicam preferencialmente em títulos do governo americano. O problema é global como se pode perceber.

Hoje os EUA possuem uma dívida econômica expressiva, pra ficar mais claro, o PIB americano arrecadou até agora 14,6 trilhões, e sua divida já atingiu a marca de 14,3 trilhões, e eles pretendiam aumenta-la para 16 trilhões, ou seja, a divida será maior que o próprio PIB. O governo é obrigado por lei a pagar todos os seus credores, mas não são só os credores a quem o governo deve, são muito mais pessoas (aposentados e pensionistas) e nações envolvidas, logo, se não sair esses acordos político o governo terá que optar por quem não irá receber.

Essa situação de certa forma envolve a credibilidade americana, logo a questão virou política, assim os americanos têm buscado estabelecer o tamanho do estrago para que se possa fazer uma possível renegociação da divida. Assim para que a divida possa ser aumentada, são necessários acordos políticos.

Por a situação ser tão dramática é bem provável que saiam todos esses acordos políticos. Se esse teto de endividamento do governo não for elevado, problemas internos dos EUA também serão expostos, os juros subirão, o patrimônio das famílias ficará comprometido e o país entrará numa dupla recessão.

O governo chinês tem se pronunciado bastante nas últimas semanas, tem-se exigido principalmente a garantia do direito dos investidores. Talvez essas declarações ganhem mais força, visto que o governo americano não tem visado abandonar a política de desvalorização do dólar.

Sobre o questionamento de um eventual Calote americano, os republicanos não acreditam que o Tesouro permitiria esse acontecimento. "Seria algo inédito na história americana", concluiu o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner. "Uma moratória causaria danos catastróficos à economia da nação, reduzindo o crescimento de maneira significativa e aumentando o desemprego", completou.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Como o Brasil é visto lá fora ?

Quando nós pensamos no nosso próprio país, o que vem à cabeça? Samba, Funk, Corrupção, Dívidas, péssimos políticos e a lista continua. Mas e quando pessoas de outros países pensam do nosso? O senso comum é apenas que pensam somente no Rio de Janeiro e suas praias ou os cenários naturais do nosso país e logo nos vêem como um país possivelmente pobre ou cheio de problemas sociais e econômicos. Isso já está errado. No final do ano passado, o programa 60 Minutes fez uma reportagem sobre o Brasil e como os estadunidenses nos vêem. Assistam:






E, por mais incrível que pareça, eles estão corretos.

Temos toda a potencialidade do mundo, mas temos nosso "jeitinho brasileiro". Vislumbramos nosso país ter toda a potência de crescimento nas mãos e fica como está, completamente má admnistrada.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Uma breve sobre a situação no Rio




O Rio de Janeiro é a segunda maior cidade do país, com aproximadamente 6,2 milhões de habitantes. A histórica metrópole, que foi capital do Brasil de 1763 até 1960, é também o principal destino de turistas estrangeiros. Desta forma, a mesma funciona como uma espécie de "vitrine" do país para o mundo.

A violência urbana na cidade é associada ao tráfico de drogas. De acordo com dados de 2008 do Ministério da Justiça, o
Rio de Janeiro é o quinto estado brasileiro com maior taxa de homicídios, com 33 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes, ficando atrás de Alagoas (66,2), Espírito Santo (56,7), Pernambuco (48,5) e Pará (39,8).

Por outro lado, possui, de longe, a polícia que mais mata. Em 2008, foram 1.137 mortos em confrontos com a polícia, taxa sete vezes maior que qualquer outra região do país. Os gastos totais em segurança somam 12% do orçamento do Estado, quase o dobro de
São Paulo (7,4%) e pouco menor que o de Minas Gerais (12,5%).

Mas o tráfico, por si só, não justifica o alto í
ndice de criminalidade. Praticamente todas as grandes metrópoles do mundo possuem comércio ilegal de drogas. Se estima que o mercado consumidor de cocaína em Nova York, por exemplo, seja duas vezes maior que o Rio. A diferença é que nem a cidade americana nem outras europeias testemunham quase que diariamente cenas de guerra nas ruas, como acontece no Rio. A resposta para esse paradigma é que, no Rio, facções armadas travam lutas pelo controle de territórios, favorecidas por uma rede de corrupção e pelo descaso histórico do poder público em relação às favelas nos morros cariocas.

As favelas dos morros cariocas desempenharam uma função estratégica para os traficantes. Elas cresceram durante os anos 1960, quando o Rio viveu um processo de rápida urbanização e migração, sem que houvesse um planejamento econômico para atender a população. Em troca do silêncio dos moradores, os traficantes mantém a ordem e praticam o assistencialismo nos morros, distribuindo produtos como remédios e cestas básicas, além de promoverem festas e bailes funk.

Outro componente importante na engrenagem do tráfico é a corrupção de órgãos do governo e instituições privadas. Os maiores líderes das facções, estão em presídios de segurança máxima, de onde ainda controlam o tráfico e outras atividades criminosas, por meio de aparelhos celulares e visitas de parentes e advogados. O dinheiro do tráfico financia desde a proteção de policiais e conivência de agentes penitenciários até a compra de sentenças de juízes. Eles possuem contatos e influência junto a governos, empresas e instituições bancárias, para conseguirem lavar o dinheiro resultante do comércio ilícito de drogas, estima-se que somente 20% da cocaína que chega ao Rio abasteça o mercado interno, a maior parte tem como destino a Europa.

Para os últimos confrontos, a cidade do Rio recebeu na ultima sexta-fera o reforço das Forças Armadas Brasileiras, o que me faz concordar em partes com essa situação. O Exército deveria participar? Deve sim participar, mas não pra fazer o trabalho policial, pois o mesmo não existe pra isso e nem é treinado para isso e nem está equipado para isso. O mesmo deveria começar pelo controle de fluxo de armas no país, isso resolveria o problema da circulação de armas ilegais no país de mão em mão com incentivos da banda podre da policia. Assim como a marinha deveria participar formando uma guarda costeira com foco no controle no transporte de cargas clandestinas, elas de saída ou de chegada, e também a Aeronáutica, identificando e destruindo pistas de pouso clandestinas, controlando o espaço aéreo e apoiando a ação da Policia Federal na fiscalização nos aeroportos brasileiros. O governardor Sérgio Cabral Filho (PMDB), anunciou a instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro, na zona norte, para 2011e confirmou que o Exército vai permanecer no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro até julho de 2011, as tropas federais substituirão as Polícias Civil e Militar nas duas comunidades ocupadas. No entanto há um grande receio do comando das Forças Armadas, de que a duração da missão, somada ao novo perfil de operação nos morros, coloque os militares em contato íntimo com o narcotráfico, o que poderia contaminar setores do Exército. Nesse período de quase oito meses, o efetivo de 800 homens do Exército deverá ser mantido

Outra pergunta que surge com o cenário deplorável é a de que se conseguiremos realizar com êxito a Copa e as Olimpíadas, quanto a isso acho não haver duvidas, com certeza os eventos serão os melhores possíveis, o problema é o dia a dia e o que estes eventos deixarão de legado positivo para mudar esse cenário do dia a dia carioca.

O tráfico só se impôs, no Rio, no modelo territorializado e sedentário em que se estabeleceu, porque sempre contou com a sociedade da polícia, vale deixar claro. Enquanto o tráfico de drogas nesse modelo territorializado começa a bater em retirada após atingir seu ponto de inflexão, a parte podre da policia prossegue forte, firme, empreendedora, politicamente ambiciosa e com sede econômica. A mídia tem esquecido e ignorado o fato de como será feita uma reforma na policia no Rio, para que as mesmas deixem de ser incubadoras de milícias, tráficos de armas e drogas, máfias, brutalidade, crime violento e corrupção. As polícias de fato são instituições absolutamente fundamentais para o Estado democrático de direito. Cabe a elas garantir, na prática, os direitos e as liberdades estipulados na Constituição. Na ultima quinta-feira dia 25 de novembro o JN fez questão de exaltar as cenas de guerra e morte, pânico e desespero, como um dia histórico de vitória pela ocupação da Vila Cruzeiro pelos policiais, o que deixou claro que os mesmo se sentiram autorizados a não levar a sério a tragédia da insegurança pública no Brasil, e tratar milhões de telespectadores como contumazes e incorrigíveis idiotas. Como diria Luiz Eduardo Soares : “será pelo menos mais digno furtar-se a fazer coro à farsa.”

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Já eleita, Dilma Rousseff pode não ter a mesma sorte de Lula

Lula teve sorte de suceder este homem.
NUMA ENTREVISTA À FOLHA de hoje, um economista de Harvard faz uma reflexão primorosa e desapaixonada sobre o Brasil.

Lula, diz ele, teve a sorte de suceder um presidente excelente. Dilma não terá a mesma sorte.

Fernando Henrique, a quem a posteridade haverá de conceder a merecida estatura na história brasileira, fez o Plano Real, que recolocou o Brasil no mapa do mundo. Ali, encerrava-se o ciclo de planos econômicos mirabolantes que tinham tornado o país motivo de chacota. Mudava-se a moeda, tiravam-se os zeros, tabelavam-se os preços — e em tempo recorde tudo estava como antes. Ou pior.

Sem estabilidade a vida de um país é ruim, bem como a de seus cidadãos. Os mais jovens não sabem o que é ter que aplicar no mesmo dia o dinheiro do salário porque no dia seguinte a inflação já teria comido uma parte. Quem tirou esse pesadelo da rotina dos brasileiros foi Fernando Henrique Cardoso. Ele teve um gigante ao lado na economia, Pedro Malan. Malan teria sido o nome ideal para continuar a obra de Fernando Henrique. Mas tinha a virtude de não ter os defeitos dos políticos, e por isso suas chances de suceder Fernando Henrique foram trucidadas por Serra no interior do PSDB.

O melhor que Lula fez foi não fazer nada. Se se deixasse levar pelos remanescentes da Guerra Fria que dominavam o PT, a começar por Zé Dirceu e continuando pela própria Dilma, estaríamos de novo esperando alguns anos para comprar um aparelho de telefone das estatais. Nosso dinheiro também seria torrado por bancos públicos como o Banespa, dominados por políticos com escassa preocupação pelo bem público.

Lula não fez nada que ameaçasse a estabilidade. A grande dúvida é se não foi um Chávez em grande escala por convicção ou por temer que fosse derrubado caso seguisse a cartilha do velho PT.

Mesmo a relativa tranquilidade com que o Brasil se houve na crise financeira foi mérito muito mais de FHC do que de Lula. Quem plantou um sistema financeiro forte foi a gestão anterior, num plano que foi massacrado demagogicamente pelo PT como uma proteção para os banqueiros. Era o Proer, que varreu bancos que estavam à beira de quebrar e gerar pânico entre seus correntistas. Houve aí uma consolidação financeira que deu a Lula tranquilidade quando ele mais precisou de solidez nos bancos, no momento em que colossos caíam no mundo desenvolvido.

A biografia preciosa de FHC foi parcialmente manchada, pós-presidência, pela mala vermelha com a qual ele tanto viajou para fazer palestras milionárias. Nelas ganhava numa ou duas horas o que levava um ano para levantar como presidente da República. É aquele tipo de coisa que não é ilegal sem ser defensável moralmente. Entre os britânicos, Tony Blair é desprezado pela sede com que se atirou às palestras depois de deixar Downing Street. Recentemente, ele doou o adiantamento calculado em 4,6 milhões de libras que recebeu por um livro de memórias. Esse dinheiro vai para os soldados britânicos feridos na Guerra do Afeganistão. Um dos comentários mais amenos sobre esse gesto — mais de marketing do que de filantropia — foi que finalmente Blair fazia alguma coisa que prestasse.

FHC deve ter cruzado em algum momento com Blair no circuito internacional de palestras.

Mas é tão grande sua obra na reconstrução do Brasil que este pecadilho da ganância fica pequeno diante do resto.

matéria retirada do diariodocentrodomundo.com.br

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Dead Peasants: A Morte gerando lucros.

As grandes corporações, como qualquer corporação, indústria, empresa que está no sistema capitalista visa a geração de renda para si, da forma mais crescente possível. A principal maneira de gerar esse lucro é da exploração de seus empregados com salários inapropriados, horário de trabalho e dentre várias opções no cardápio. O fim da escravidão física foi um grande trunfo para o capitalismo, já que era necessário dar comida, teto e outras coisas necessárias, mas na escravidão econômica os escravos têm de fazer mágica para conseguir sobreviver com o que ganham por fazer a mesma coisa de sempre: trabalhar para que o patrão lucre.


A mais recente novidade é o chamado “Dead Peasant”, do inglês “Camponês Morto”. As corporações agora são capazes de gerar lucro da morte de seus empregados. Sim, gerar ganhos quando algum funcionário morre.


Um seguro de vida, como normalmente funciona, é uma forma de garantir a um beneficiário, normalmente a família, uma quantia em dinheiro caso a pessoa morra. O problema dessa política de Dead Peasant é que, o beneficiário desta vez será a corporação que emprega a pessoa. É o caso de Irma Johson, estadunidense, o qual o marido morreu de um câncer no cérebro e tinha um seguro de vida no valor de um milhão e meio de dólares. A surpresa de Irma ao receber a documentação sobre este seguro foi que o beneficiário que receberia todo esse dinheiro foi seu empregador, o Banco Amegy. LaDonna Smith, decoradora de bolos no Wal-Mart, também gerou lucros quando morreu.


Mas afinal de contas, isso pode ? Sim, pelo menos nos Estados Unidos. Aqui no Brasil não existem casos conhecidos de tal política, principalmente devido ao fato de que as corporações podem fazer isto em sigilo, mas em casos de altos executivos ou pessoas de suma importância para o funcionamento da corporação. Bem, pelo menos assim é dito, já que desconsideram seus empregados de baixo escalão como “não importantes”. Deixando o Marxismo de lado; corporações estadunidenses verificaram que também poderiam fazer tais políticas com seus funcionários de baixo escalão, beneficiando em caso de morte de algum deles. Eis aí de onde surgiu essa política extremamente selvagem de lucro com a morte. E isso é possível porque a corporação bancará com todos os custos deste seguro, mas também de seu benefícios. O nome já veio da Winn-Dixies Store, uma rede de supermercados estadunidense, que em um relatório, o qual vazou para a imprensa, chamou os casos de benefício de um funcionário morto como “Dead Peasant”.


Mychael D. Myers, advogado Texano afirma: “Num seguro de vida normal, onde se protege contra a perda de um ente querido ou do provedor da família não se deseja a morte dessa pessoa. Com esses seguros, as empresas que os compram querem que os empregados morram segundo o valor do benefíco. Elas valem mais mortas do que vivas.”. As corporações estadunidenses American Greetings e a Proctor & Gamble estão tendo alguns problemas recentemente. Não com o que essa política causa, mas sim que apenas 50% dos funcionarios que elas esperavam que morressem, morreram. Sim, apenas 50%. Sim, isso é um problema para elas, segundo documentos que vazaram.


As corporações que se tem notícia que usam dessas políticas só descobre-se que ela usa quando a família é notificada de tal seguro ou por meio de documentos que escapam de dentro dessas corporações, já que não existe algum lugar onde se possa consultar tal coisa. Algumas corporações que usam: Bank of America, Citibank, Wal-Mart, Winn-Dixie, McDonnell Douglas, Hershey, Nestlé, AT&T, American Express.


Não existem casos conhecidos de “Dead Peasant” no Brasil, mas talvez tenhamos que ficar preocupados pois a corporação a qual nos vendemos de forma quase escrava pode querer nosso sangue e um cheque de alguns milhões de reais graças à nossa morte.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A Telebrás vêm ai prometendo dar mais competição ao mercado.










(clique na imagem para ampliar)


No Brasil a disponibilidade e o acesso a internet ainda não está ao alcance de todos, ficando concentrada e disponível apenas para uma parcela da população, isso ocorre por diversos fatores. Ao contrário de alguns países como Cuba, Irã, Venezuela e China que procuram cada vez mais restringir e censurar o acesso a internet, o Brasil deu um grande passo para acabar com o monopólio que as atuais empresas privadas do ramo possuem em nosso país.



No começo do mês, sob protestos do setor monopolista (privado), o governo oficializou a reativação da Telebrás para a execução do Plano Nacional de Banda Larga. O programa prevê a capitalização da estatal em 3,22 bilhões de reais, além de um conjunto de investimentos e desonerações fiscais, a iniciativa pode chegar ao custo de 13 bilhões de reais. O objetivo principal do programa é levar o acesso à internet em alta velocidade a 40 milhões de domicílios nos próximos 5 anos, a cobertura atual mal chega a 12 milhões, dos 57 milhões existentes no país. Para se ter uma idéia no Brasil. O Brasil hoje tem uma média de conexão de 1 Mbps, enquanto países como Japão e Coréia têm conexões de 100 Mbps, a disparidade é tão grande que para se ter uma idéia os que possuem conexões entre 4 e 8 Mbps ou acima disso correspondem a apenas 2% da população brasileira. O investimento na infraestrutura de banda larga não é uma medida fútil e de regalia, ele traz consigo o desenvolvimento em educação, transporte, saúde e energia elétrica, visto que foi comprovado que o aumento de 1% da conexão é diretamente proporcional ao aumento de 1,2% do PIB.



O serviço atual oferecido no Brasil além de ser caro, é de má qualidade e limitado à parcela da população capaz de garantir a maior lucratividade imoral das atuais operadoras de telecomunicações. No papel, a Telebrás vem ai para ampliar a cobertura geográfica do serviço e estimular a oferta de acesso, provocando uma competição privada, que terá como beneficiado o consumidor.



A Telebrás irá priorizar dar uso à rede de mais de 11mil quilômetros de fibras ópticas que já pertencem a empresas públicas do setor elétrico. Foi feito na década passada uma tentativa de vender essa banda excedente pela Eletronet, mas a empresa quebrou, e só agora o governo conseguiu recuperar na justiça o direito de utilizar esse infraestrutura pública. A estatal aumentará a rede para levá-la a locais onde há falta de oferta de internet em alta velocidade. A Telebrás também irá conectar órgãos da administração publica e espaços como universidades, hospitais e escolas, com essa medida as empresas monopolistas perderão cerca de 200 milhões extraídos desses órgãos com serviços de telecomunicações. Quanto ao risco de não surgirem interessados em oferecer a banda larga na última milha, o secretario de logística e tecnologia da informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna (mentor do PNBL), garante haver diferentes modos de garantir o acesso. “Assim como os bancos utilizam as lotéricas para chegar a locais onde as agências não são viáveis, podemos estimular empreendimentos sociais e fazer parcerias com prefeituras. A variável inovação, nesse caso, vai fazer a diferença”, ele ainda afirma, “A Telebrás é e vai continuar a ser enxutíssima. Seu papel vai ser contratar empresas, com ênfase no conteúdo nacional para o serviço de infraestrutura”.



A capacidade de transmissão de dados inicialmente operará na casa dos 512 kbps a um custo máximo de 30 reais (ainda será baixa e cara na comparação com países desenvolvidos) ainda terá planos populares na casa dos 15 reais, e até o fim de 2010 apenas cem cidades estarão cobertas pela rede. Oitava economia do mundo, o Brasil no último ranking de serviços de telecomunicações organizado pela Organização Internacional das Telecomunicações, ficou em em 60º lugar, atrás de países como Argentina (49º), a Rússia (48º) e a Grécia (30º). As operadoras privadas se agarram às regras para frear o avanço da internet hoje no Brasil, mais de 80% dos municípios brasileiros são atendidos por uma única operadora. Em todo esse processo o fator chave para a melhora da qualidade dos serviços será a COMPETIÇÃO, visto que o fim da Telebrás em 1998 serviu para trocar o monopólio estatal por vários monopólios privados.

Fontes de pesquisa: IPEA, WWW.ECONOMIST.COM, ANATEL, IBGE.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Grécia põe Zona do Euro em prova de fogo.

No ultimo dia 6 de abril, apenas três dias depois de o primeiro ministro grego, o socialista George Papandreou ter afirmado que “o pior já passou”, os juros pagos pelos títulos de dez anos do governo grego saltaram de 6,5% para mais de 7%. O custo de assegurar títulos gregos superou o da Islândia; os bancos gregos pediram para utilizar um plano de liquidez do governo. Longe do fim, a crise da dívida grega parece mal ter começado. Diante disso qualquer pacote de emergência montado pelos lideres da EU, precisa ser aprovado pelos 16 países da Zona do Euro. A revolta alemã diante da gastança grega poderia facilmente dificultar o dinheiro necessário, caso os mercados de títulos fechem.
A Grécia aderiu ao euro em 2001, e atualmente forma com Portugal e Espanha o grupo de países com as economias mais frágeis do bloco, ambos estão no foco da desconfiança do mercado internacional. Essa situação tem feito com que o valor do euro se derreta lentamente. No ultimo dia 28, a moeda européia atingiu a menor cotação frente ao dólar em um ano e fechou em 1,32 dólares. Como primeira ação contra a crise, no dia 1 de maio o governo grego anunciou um plano de austeridade econômica que consiste entre outros planos no congelamento das reformas, na redução em 30% do salário correspondente ao 13º mês e em 14º na função publica e aumentos no IVA, no total se prevê a economia de 30 bilhões de euros – 11% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, com o objetivo de reduzir o déficit público abaixo dos 3% em 2014 e assim evitar a quebra do país. Como resposta imediata a ação do governo grego, foi anunciado logo no dia 2 de maio um pacote de ajuda fixado em torno de 111 bilhões (bem mais que os 80 bilhões previstos) no período de 2010 a 2012, a Zona do Euro emprestará 80 Bilhões em empréstimos bilaterais e os cerca de 30 bilhões restantes pelo FMI. Essa medida fez a moeda ter alta novamente, e deu esperanças de salvação a Grécia.
O maior obstáculo ao resgate dos países endividados é convencer os alemães, donos da economia mais forte do bloco, a destinar a maior parte dos recursos para salvar esses países que saíram mais enfraquecidos da crise financeira mundial. E o que não ajuda é o entendimento de boa parte dos alemães, de que a Grécia não deveria de forma alguma ter sido aceita na Zona do Euro. A premier alemã Angela Merkel após reunião com o FMI, criticou : “A decisão (de aceitar os gregos no bloco) pode não ter sido examinada suficientemente de perto”. O grande temor da comunidade internacional é que falhas e omissões como as encontradas nos registros das contas públicas gregas, estoure em outras economias da Zona do Euro. Será que a união monetária na Europa resistirá?